Vivo porque existo, mas existo apenas porque vivo.
Esta frase espelha na perfeição o meu ser interior. Acho que já errei ao chamar-lhe ser interior, pois dentro de mim não existe ser, desconheço o meu interior, ou apenas conheço o seu vazio.
Despido de sentimentos positivos, chego a mais um ponto de ruptura, ruptura comigo, ruptura com o meu pacto de pacificação interior.
Peço desculpa, mas não surte efeito, as desculpas não são aceites...
Vejo tanta alegria à minha volta, tento-lhe tocar, tento-me integrar nessa magia que não domino. Sem efeito, estou resignado.
Mais um dia numa caminhada em busca de algo, não sei bem o quê, nem como, nem porquê, sei apenas que das lágrimas secas do meu ser, não existe sequer esse elemento vital que é a água.
Como que descoberto, como que isolado, como que angustiado, como que num sossego final que não termina o seu ciclo, deito-me com a consciencia de que não existe maior angustia do que não sentir angustia, não existe maior tristeza do que não sentir tristeza, não existe maior queda que aquela que a nossa alma dá, quando se separa do mundo físico que a envolve.
Agora e sempre, um mero espírito passageiro.
Uma imagem e as mil palavras
Há 12 anos
Não é pedir desculpa o mais difícil, mas ter a humildade de perdoar (a mim própria ainda mais!).
ResponderEliminarQuando há uma ruptura há uma libertação de energia... sob a forma de calor, de som... não a perco, aproveito-a como um pássaro nas correntes de ar - para chegar onde quero!
E quando me sinto um espírito passageiro, que nem turista em plena "baixa pombalina", e ninguém sabe onde estou, nem interessa que saibam... sinto-me livre, tão capaz de ser quem idealizo, tão capaz de criar alguma coisa na vida. Afinal, estou de passagem... nada nem ninguém me prende... posso arriscar sem medo de perder.