Há dias em que nada nos puxa para cima, dias em que tudo parece fútil, sem importância, dias em que subtilmente magoamos de quem mais gostamos e ao mesmo tempo nos vamos desintegrando com o passar das horas, dos minutos, dos segundos.
O tempo passa depressa e nos quais comparamos o frio estival da época com o gelo do nosso coração, gelado de sentimentos, gelado de emoções positivas.
Azul claro, do mais claro possivél a puxar para o azul imaginário da neve, esta é a cor do meu coração, um azul frio magoado, cansado, inerte.
Pergunto-me porquê, mas eu sei a resposta, mas a resposta é tão crua, tão simples, tão despida de racionalidade.
Sinto-me cinzento, já não vivo só numa cor, vivo também no cinzento do meu pensamento, no cinzento das minhas acções, no cinzento do mundo.
Do mundo real guardo mais mágoas que alegrias, mais desilusões que surpresas, escondo-me então por entre um mundo irreal, ficticio que nos alimenta com um sonho, um sonho que eu ainda tenho mas que espreita timido, muito timido, no melhor que ainda resta de mim.
Uma imagem e as mil palavras
Há 12 anos
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